quarta-feira, 17 de março de 2010

Relatório da 3.ª Replicação 10-03-2010

Na Escola Básica 2,3 de Ginetes, realizou-se a terceira replicação, de acordo com o agendado, a 10 de Março de 2010, pelas 16h15, no anfiteatro deste estabelecimento de ensino, na qual participaram os docentes dos 1.º, 2.º e 3.º ciclos.


Na preparação da referida sessão foram tidas em conta as características do público-alvo; a duração da sessão (90 minutos); a metodologia a adoptar; recursos materiais a utilizar; tipo e características do suporte de apresentação.

Para a comunicação da informação optámos pela utilização do suporte informático Power Point. Nesta sessão utilizámos o material disponibilizado pelos Formadores.

A sessão teve uma vertente teórica e outra prática: abordou a temática tratada no terceiro módulo da formação (leitura) e os docentes continuaram a realizar exercícios de anualização das várias competências.

2 – Na preparação desta sessão de replicação, tivemos o cuidado de analisar todos os diapositivos, afim de seleccionarmos os mais importantes e os que na nossa óptica eram indispensáveis a um cabal esclarecimento das estratégias a implementar em relação à leitura.

3- Os colegas não manifestaram preocupações relativamente à temática apresentada, e mais uma vez empenharam-se na realização dos exercícios de Anualização. Contudo, estão perplexos com o facto, de apenas nos Açores, se continuar a trabalhar com o novo programa e muito curiosos quanto à metodologia de trabalho adoptar no próximo ano lectivo!

Bom trabalho para todos!

Ana Fonte e Maximino Teles

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Reflexão sobre a 3.ª Sessão PPEB 11/12-02-2010

Reflexão sobre a 3.ª Sessão PPEB

Antes de mais fica aqui o meu protesto em relação à avaliação dos formandos apresentada na sessão passada, “Quem não se sente não é filho de boa gente” já diziam os nossos antepassados. As regras deveriam ser bem claras no início da Formação, o que a meu ver não aconteceu. E como não sou homem para dizer por terceiros aquilo que sinto, disse-o presencialmente para quem quis ouvir e digo-o aqui, por escrito, para que não restem dúvidas das minhas intenções. Contudo, não estou a pôr em causa o trabalho árduo que os formadores têm tido, nem a forma competente e profissional como nos têm ministrado esta Formação. Provavelmente, outras entidades terão esse ónus…

Também não quero deixar passar em claro que alguns dias depois de termos concluído a 3.ª sessão nos tenha chegado aos ouvidos que todo este trabalho poderia ir por água abaixo, o que seria, a meu ver, um escândalo. Ainda bem que temos pessoas de bom senso na Secretaria Regional de Educação e Formação. Ainda assim, a não implementação deste novo Programa de Português no próximo ano lectivo, causou alguma perplexidade no seio dos docentes que estão a receber as respectivas replicações. Quase que nos fica a ideia que andam a brincar com quem quer trabalhar e leva estas coisas da educação a sério.
Ora bem, vamos deixar de carpir e arregacemos as mangas, pois espera-nos ainda muito trabalho. Assim, a minha reflexão sobre a 3.ª sessão não pretende ser pretensiosa ao ponto de elencar situações que tenham o rotulo de novidade. No entanto, vou tentar demonstrar o que estas novas práticas poderão trazer para que haja um sucesso educacional sustentável. Quer se goste ou não de estatísticas, elas dão-nos uma visão alargada de que os alunos portugueses manifestam dificuldades significativas na leitura e interpretação de textos informativos e que têm menos problemas perante textos narrativos. Isto não é novidade, já que a interpretação do anterior Programa de Português por parte das editoras elegeram o texto narrativo como ex-libris ou coluna dorsal das práticas educacionais. Logo, os alunos interiorizaram essas práticas ao longo de vários anos lectivos, como se costuma dizer “primeiro estranha-se, depois entranha-se”. Ora também nas minhas práticas lectivas não me posso escusar, pois esse cenário está presente. Será que até aqui estivemos todos errados? Bem, não acredito! Mas admito que os manuais escolares limitam os papéis do professor e do aluno na relação interpretativa com os textos a ler. Assim, o novo Programa de Português aponta para uma utilização de maior diversidade de tipologia de textos, isto potenciará a importância de experiências de aprendizagem significativas e desafiadoras que levarão os alunos para patamares de maior complexidade e eficácia leitora. Isto é bem verdade, mas também é verdade, e estou plenamente de acordo, que este contacto com uma diversidade de textos e de suportes da escrita, incluindo os que são facultados pelas novas tecnologias, não devem afastar os textos literários nas suas práticas de leitura, pois estes devem ser valorizados na sua condição de “testemunhos de um legado estético” (p. 5). Assim, é fundamental que as crianças e jovens contactem com textos literários que podem estar ligados ao PNL ou ao PRL (no 1.º e 2.ºciclos), como também pelo alargamento do elenco de obras e textos propostos para leitura no 3.º ciclo. E aqui deixo uma nota de apreço ao trabalho desenvolvido pela equipa envolvida no PRL.

Nos processos de leitura do novo Programa de Português, é tido em conta a compreensão na leitura, esta resulta da interacção entre, pelo menos, três factores (Giasson, 1993): Texto/Leitor/Contexto. Esta interacção vai contribuir para que o aluno aprenda a ler fluentemente de forma a ser capaz de descodificar e atribuir significados às palavras. Isto é inegável, mas também é bastante complexo, pois se ao aluno no seu percurso académico não lhe foi permitido construir esta interacção, não é de estranhar a sua dificuldade na compreensão da leitura e nas suas hesitações perante vocabulário e construção frásica. Pelos vistos, será a pedra de toque, nos dias de hoje, nos nossos alunos. Assim, o professor tem uma grande responsabilidade nesta caminhada progressiva do aluno nesta competência, pois o factor “vontade” (ou falta dela) do aluno, também está cada vez mais presente. É preciso motivar para a leitura, e as actividades de leitura deverão ter fundamentos claros e precisos que constituam desafios de aprendizagem. As actividades e projectos de leitura devem também ser sempre orientados para um (ou vários) propósito(s) ou finalidade(s), é para onde nos aponta o novo Programa de Português. No meu caso pessoal, tenho essa preocupação, o aluno precisa de ter um plano de acção para ler um texto e esse plano deve estar adequado ao tipo de texto; pois o aluno tem uma abordagem diferente se for um texto narrativo, um texto poético, um texto expositivo ou um texto argumentativo.

Seguindo esta linha de pensamento, a leitura crítica deve iniciar-se cedo na escola; de facto, importa não só compreender o que o texto diz mas também determinar porque o diz e o que podemos dizer das suas intenções e dos seus propósitos. Ora esta é uma prática que desde sempre me obriguei a seguir, pois o sentido crítico que procuro desenvolver nos meus alunos do 7.º ano, deve dar frutos no 9.º ano, de forma a prepará-los para o secundário, etapa em que lhes é pedida constantemente essa visão crítica do mundo. Daí também haver troca de experiências na sala de aula (ou fora dela) relativamente a títulos de obras que andamos a ler. Logicamente, a obra literária deve estar presente, se considerarmos a “Lua Nova” uma obra literária, é discutível, mas o mundo é dinâmico e o que “hoje é, amanhã talvez não seja”. Assim, como que na senda do achamento de um novo Brasil, procuro apontar caminhos e sentidos, por mais tortuosos que sejam, eles os encontrarão, talvez em primeiro lugar no fascínio do imaginário, e depois nos sentidos implícitos e explícitos que um texto minimamente bem escrito poderá apresentar. Contudo, uma das preocupações a meu ver, e que também nos aponta o novo Programa de Português, tem a ver com o formar uma cultura literária no aluno/leitor. Ora para isso é preciso que o aluno consiga fruir a dimensão estética do texto literário, possa apreciar criticamente esse texto e perceber a sua mundividência. Assim, como já o referi, é necessário uma predisposição do aluno para a prática da leitura que envolva a interacção entre leitor/texto/contexto e de igual modo um acompanhamento do professor bastante aturado.

Em tudo que digo ou faço existe sempre dúvida, será que é por ali? Mas quanto mais reflectimos sobre as coisas, mais caminhos se abrem, portanto é necessário escolher um e seguir em frente… esperemos que esta nova visão das coisas, relativamente à competência da leitura, nos leve a bom porto.

Ainda no decorrer da 3.ª sessão os exercícios de sequencialização partindo da competência foco – leitura, deram-nos uma outra possível abordagem de como podemos associar outras competências à referida, já que todos nós sabemos que todas elas estão interligadas, mas o enfoque momentâneo é para aquela determinada. Ora sendo assim, penso que no acto da sequencialização através de uma grelha poderemos planificação uma aula, balizando aquilo que realmente iremos abordar naquela aula em concreto. Penso que é uma forma aparente de saltarmos de uma competência para outra, mas existe uma certa ordem – daí chamar-se sequencialização. Desta maneira, poderemos trabalhar por competências, seleccionando os descritores desempenho e conteúdos adequados que pretendemos.

Em suma, esta 3.ª sessão, polémicas à parte, foi bastante enriquecedora, tanto na explicitação funcional da competência – Leitura, como nos aspectos práticos abordados pelos formadores – sequencialização. Ainda que subsista algumas dúvidas na forma como deva fazer a minha reflexão, não encontrei outra para vos transmitir o que penso, esperando que estes meus exemplos de “operacionalização” na sala de aula confrontados com os caminhos apontados pelo novo Programa de Português, vos possa dar uma noção de como assimilei a matéria por vós transmitida. Para terminar como diria Fernando Pessoa «Tudo que faço ou medito/Fica sempre na metade./Querendo, quero infinito./Fazendo, nada é verdade.»

Max Teles

Relatório da 2.ª Replicação 09-02-2010

Na Escola Básica 2,3 de Ginetes, realizou-se a segunda replicação, de acordo com o agendado, a 09 de Fevereiro de 2010, pelas 17h00, no anfiteatro deste estabelecimento de ensino, na qual participaram os docentes dos 1.º, 2.º e 3.º ciclos.


Na preparação da referida sessão foi tido em conta as características do público-alvo; a duração da sessão (90 minutos); a metodologia a adoptar; recursos materiais a utilizar; tipo e características do suporte de apresentação.

Para a comunicação da informação optámos pela utilização do suporte informático Power Point. Este é, hoje em dia, o meio privilegiado para se fazer uma apresentação deste tipo, já que o elevado número de informação a transmitir exigia uma metodologia que prendesse a atenção do público.

A sessão de trabalho abordou as temáticas tratadas no segundo módulo da formação: Conhecimento Explícito da Língua e exercícios de Anualização.

Face ao adiantado da hora, e para evitar a desmotivação dos presentes, optámos por reduzir ao essencial a informação contida nos diapositivos, complementando-a, oralmente, quando oportuno, referindo as páginas do Programa exemplificativas da temática, ou pedindo a intervenção dos colegas para partilha de experiências.

2 – A preparação desta sessão de replicação envolveu muito trabalho da nossa parte (para além das horas disponibilizadas nos nossos horários). Contudo, foi uma actividade relativamente fácil, devido aos materiais de suporte disponibilizados pela equipa de formação, o que nos facilitou a tarefa de criação dos suportes apresentados.



3- Os colegas não manifestaram preocupações relativamente às temáticas apresentadas, não revelando qualquer relutância em realizar os exercícios de Anualização, embora reconhecendo a complexidade da tarefa.

Bom ano de trabalho para todos!

Ana Fonte e Maximino Teles

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

1.ª Replicação EBI 2,3 de Ginetes Novo Programa de Português 2009

Na Escola Básica 2,3 de Ginetes calendarizou-se as sessões de replicação a realizar ao longo do ano lectivo depois de aprovadas pelo Conselho Executivo (5 na totalidade). Seguiu-se a construção dos suportes de apresentação a usar na primeira sessão. Foi impresso e encadernado o Programa de Português para o Ensino Básico (um por docente).


A primeira replicação, de acordo com o agendado, realizou-se a 05 de Janeiro de 2010, pelas 17h00, no anfiteatro deste estabelecimento de ensino, na qual participaram todos os docentes dos 2.º e 3.º ciclos e apenas faltaram dois docentes do 1.º ciclo.

Na preparação da referida sessão foi tido em conta as características do público-alvo; a duração da sessão (90 minutos); a metodologia a adoptar; recursos materiais a utilizar; tipo e características do suporte de apresentação.

Para a comunicação da informação optámos pela utilização do suporte informático Power Point. Este é, hoje em dia, o meio privilegiado para se fazer uma apresentação deste tipo, já que o elevado número de informação a transmitir exigia uma metodologia que prendesse a atenção do público.

A sessão de trabalho abordou as temáticas tratadas nos primeiro e segundo módulos da formação: enquadramento, questões estruturantes e programáticas, fundamentos e conceitos-chave, opções programáticas e organização programática (caracterização, resultados esperados, descritores de desempenho, corpus textual, orientações de gestão). Como também, as competências específicas (compreensão e expressão oral e escrita).

Face ao adiantado da hora, e para evitar a desmotivação dos presentes, optámos por reduzir ao essencial a informação escrita nos diapositivos, complementando-a, oralmente, quando oportuno, referindo as páginas do Programa exemplificativas da temática, ou pedindo a intervenção dos colegas para partilha de experiências.

2 – A preparação desta sessão de replicação envolveu muito trabalho da nossa parte (para além das horas disponibilizadas nos nossos horários). Contudo, foi uma actividade relativamente fácil, devido aos materiais de suporte disponibilizados pela equipa de formação, o que nos facilitou a tarefa de criação dos suportes apresentados.



3- Alguns colegas manifestaram preocupações relativamente ao facto do Programa não contemplar o Ensino Pré-Primário, por ser a fase ideal para desenvolver a competência específica compreensão/expressão oral; referiram ainda que as obras existentes nas bibliotecas escolares são insuficientes para dar resposta ao corpus textual. Finalmente, revelaram dúvidas e preocupações sobre a aprendizagem por competências e quanto aos instrumentos de avaliação das competências do Oral.

Concluída esta primeira replicação, estamos a preparar com afinco a segunda sessão.

Bom ano de trabalho para todos!

Ana Fonte e Maximino Teles

domingo, 27 de dezembro de 2009

Reflexão sobre a 2.ª Sessão

Reflexão sobre a 2.ª Sessão

No caminho para a 2.ª sessão não encontramos nenhum «lobo mau», nem sequer nos atrasamos «a colher flores no bosque», pois todos já conheciam «a casinha da avó».
Após as habituais saudações, formadores e formandos arregaçaram as magas e começaram com as suas respectivas tarefas. Assim, logo no início dos trabalhos houve lugar a uma partilha de experiências. Ponto de partida para a abordagem do CEL cujo tema «Cruzar percepções de práticas e analisar necessidades no CEL, deu lugar a pequenos grupos de trabalho. Seguiu-se uma sessão plenária, em que se discutiu calorosamente o tema referido.
Depois do revigorante almoço foi apresentado o tema «Visão Global da experiência dos docentes relativamente ao ensino da Língua Portuguesa: estudo da DGIDC». Daí saíram algumas conclusões: a Importância atribuída a cada competência no trabalho desenvolvido em sala de aula, concluindo-se que o CEL ocupa o menor espaço; os alunos tem dificuldades em reinvestir os conhecimentos adquiridos na leitura e na escrita; os professores ainda têm algumas dificuldades no que diz respeito à transmissão das matérias a vários níveis; que métodos utilizar? 1 – Planificação; 2 – Observação e descrição de dados (formulação de hipóteses e testagem com novos dados); 3- Treino; 4- Avaliação.


Após estas conclusões, passou-se a exercícios de anualização – CEL. Esta tarefa suscitou alguma agitação na plateia, pois era algo novo, à primeira vista, revestida de um certo grau de dificuldade. No entanto, com algum esforço foram apresentadas as anualizações dos vários grupos de trabalho. Ver as diferenças entre ciclos e saber se a anualização poderia ser feita por conteúdos ou por competências, levantou algum burburinho na sala. Contudo, agora que nos foram apresentados exemplos concretos, penso que temos outra noção de como poderemos elaborar uma anualização.
«O pôr do sol chegou», seguimos os nossos caminhos de volta ao doce lar e à nossa outra dimensão de vida, o de pais e mães, consumidores assíduos ou, simplesmente, cidadãos comuns que vivem o seu quotidiano.
Outra manhã surgiu, outros trabalhos estavam à nossa espera. Desta vez o tema «Desafios de escrita: a oficina de escrita». Assim, a escrita surge como uma prática integrada das várias competências; todavia deparamo-nos com vários constrangimentos: desde logo a falta de tempo; vencer a resistência dos alunos à escrita; mostrar aos alunos que a escrita exige treino; é preciso uma planificação de texto; por último, é necessário uma utilização de mecanismos de coesão e coerência. As formadoras tentaram mostrar que estes constrangimentos podem ser superados, dicas e experiências pessoais foram apresentadas, alguns dos formandos também as partilharam, o que foi enriquecedor. Em suma, a planificação, a textualização e a revisão estão na ordem do dia, não esquecendo a avaliação (auto e Hetero) através de grelhas objectivas e fidedignas. De seguida, passou-se da teoria à prática, formaram-se pequenos grupos de trabalho e apresentaram-se conclusões bastante pertinentes.
«A Menina Manhã» espirou, dando lugar «À Senhora Tarde» inicialmente, mais sonolenta, mas com o novo tema «Eixos da compreensão oral» - planificação de actividades privilegiando a lógica processual, rapidamente o ritmo do trabalho voltou a apoderar-se da sala e dos presentes.
Para haver comunicação é necessário, logo à partida, um emissor e um receptor, quem transmita a mensagem e quem a receba (escute). Logicamente, estão implícitos processos de compreensão (inseridos num determinado contexto, propósito e tema), ou seja, reconhecer, seleccionar interpretar, que por sua vez envolvem o antecipar, o inferir e o reter, isto primeiramente numa memorização a médio prazo, para finalizar numa memória a longo prazo (conhecimentos gramaticais, do mundo, entre outros).
Para acabar esta já extensa reflexão, direi que todo este trabalho tem uma virtude – naquilo que me diz respeito, já estava um pouco afastado do aspecto mais visceral da Língua Portuguesa. Esta formação deu-me esta nova oportunidade de remexer nos fundamentos tão vastos e sempre dinâmicos da nossa língua.
Max Teles












sábado, 26 de dezembro de 2009

forum: 2.ª Sessão

Fórum: 2.º sessão

Bom dia, boa tarde ou boa noite!

Li com atenção os vossos "desabafos" e sugestões relacionados(as) com as, sempre presentes, dificuldades na produção de texto. Ora, também as encontro em alunos do 3.º ciclo... estes alunos, e agora remetendo para o Novo Programa de Português, deveriam «Produzir textos em português padrão, recorrendo a vocabulário diversificado e a estruturas gramaticais com complexidade sintáctica, manifestando domínio de mecanismos de organização, de articulação e de coesão textuais e aplicando correctamente regras de ortografia e pontuação. », mas será que o conseguem?! Toda nós sabemos que poucos são aqueles que chegam a estes resultados esperados! No entanto, alguns, felizmente, conseguem surpreender-nos... depois, pensei, agi e tive a «brilhante» ideia de ver o que estava nas entrelinhas, ou seja, procurei inteirar-me dos hábitos de estudo dos alunos que conseguiam produzir textos aceitáveis. Eis que confirmei as minhas suspeitas - esses discentes eram assíduos leitores.
Ler, não será o remédio santo para todos os males, nem tão pouco o achamento da Pedra Filosofal, mas esta prática regular favorece os audaciosos, na medida em que é uma pequena panaceia para curar vários problemas, um dos principais - a falta de vocabulário diversificado (também aqui incluídas aquelas «palavrinhas mágicas» chamados vulgarmente articuladores do discurso).
Obrigado pela atenção!!!

Forum: 1.ª Sessão

Forum: 1.ª Sessão

Compreensão/expressão oral - Resultados esperados:

Todos nós gostaríamos de ter alunos deste calibre, ou seja, que conseguissem “Produzir discursos orais correctos em português padrão, usando vocabulário e estruturas gramaticais diversificados e recorrendo a mecanismos de organização e de coesão discursiva.”. Contudo, hoje, é uma raridade encontrarmos no 3.º ciclo alunos que preencham estes requisitos.
Aqui, na minha modesta opinião, o que realmente funciona não é a regra, mas sim a excepção. No meu caso, em 70 alunos, tenho uma única discente que é “fora de série”, literalmente, pois até parece que todos os outros foram “produzidos” na mesma linha de montagem. Logicamente, estou a hiperbolizar um pouco esta constatação, mas deixa-me deveras perplexos esta evidência, e daí perguntar-me o que se passou de errado para que tantos alunos não consigam sequer usar vocabulário diversificado. Talvez, até saiba, mas levar-nos-ia para outras discussões…Contudo, “tristezas não pagam dívidas”, não podemos chorar agora no leite derramado, temos de seguir em frente.
Assim, penso que talvez com esta ênfase dado à Compreensão/Expressão Oral algo irá mudar no panorama do Ensino Básico.